Exames

Veja abaixo todos nossos exames

O teste de simulação da altitude simula, em laboratório, ao nível do mar, uma viagem aérea.

O novo e moderno equipamento da marca Jaeger – MSC PFT permite, além de aumentar a capacidade de realização dos diversos exames já realizados no Laboratório, examinar pacientes pela técnica de respirações múltiplas “Rebreathing”. Essa técnica permite medir a Capacidade Pulmonar e a Capacidade de Difusão em pacientes que antes não podiam ser examinados, seja por não conseguirem fazer uma apneia de 10 segundos, seja por terem um folego muito reduzido (Capacidade Vital) ou mesmo por serem portadores de claustrofobia.

Considerado pelos fisiologistas um dos mais valiosos testes de função pulmonar, a difusão do monóxido de carbono (diffusing capacity of the lung for carbon monoxide, DLCO) verifica a habilidade com que os pulmões transferem o gás presente nos alvéolos para os capilares sanguíneos.

Indicações

Associado aos exames básicos, o teste é indicado:

  • Para avaliação e acompanhamento de casos de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), demonstrando ser um excelente índice anatômico do grau de enfisema;
  • Para avaliação e acompanhamento das doenças restritivas, permitindo determinar se a restrição está relacionada a alterações extrapulmonares (obesidade, derrame pleural, fraqueza neuromuscular, cifoescoliose) ou a causas intrapulmonares (abaixo descritas);
  • Doenças intersticiais difusas – na detecção precoce e no acompanhamento de alterações pulmonares causadas pelas doenças intersticiais (pneumonias intersticiais, sarcoidose, alveolite alérgica extrínseca, drogas que causam toxicidade pulmonar (nitrofurantoina, amiodarona), drogas para o tratamento do câncer, pacientes transplantados, pacientes HIV positivos com chance de desenvolver pneumonia por P. jiroveci, doença do refluxo gastroesofágico);
  • Doenças vasculares que comprometem o pulmão – insuficiência cardíaca congestiva, embolia pulmonar, hipertensão arterial pulmonar, doenças do tecido conjuntivo com envolvimento vascular pulmonar (esclerose sistêmica, lupus eritematoso sistêmico, artrite reumatoide, doença intestinal inflamatória);
  • Avaliação pré-operatória de cirurgia de ressecção pulmonar;
  • Avaliação de incapacidade para o trabalho;
  • Determinação da necessidade de oxigenoterapia.

    Execução do exame

    O exame pode ser realizado pela técnica da respiração única (single breath) ou por técnicas de respiração múltipla (multi-breath e rebreathing).Técnica single breath – Após colocar o bocal e o grampo nasal, o paciente começa a respirar calmamente, em volume de ar corrente. Assim que a respiração é estabilizada o paciente é deve esvaziar totalmente os pulmões e voltar a enchê-los, de maneira firme e forte. Neste momento é inalada uma mistura contendo CO 0,3% e Hélio 10%. Quando atinge o nível da capacidade pulmonar total o paciente suspende a respiração (apneia) por 10 segundos. Ao fim desse tempo os pulmões são esvaziados por completo, sendo essa amostra captada pelo analisador.

    Técnica rebreathing – Teste indicado para pacientes que apresentam Capacidade Vital abaixo de 1200 ml ou que não conseguem fazer uma apneia (permanecer com os pulmões cheios) por 10 segundos. Nesta técnica, após colocar o bocal e o grampo nasal, o paciente irá permanecer respirando normalmente durante até 1-3 minutos e realizando apenas algumas manobras simples durante este tempo. Durante este tempo o paciente estará respirando uma mistura de Hélio e CO com suplementação de oxigênio em uma bolsa.

A espirometria (curva volume/tempo) e a curva fluxo/volume são provas funcionais respiratórias básicas que têm como objetivo detectar, quantificar e qualificar alterações respiratórias.

São indicados àqueles pacientes com sintomas respiratórios, tabagistas, portadores de asma brônquica, bronquite crônica e enfisema pulmonar, aos pacientes com doenças intersticiais (fibrose pulmonar, por exemplo) e neoplasias (tumores) que comprometem o aparelho respiratório. Também se recomenda este exame na avaliação pré-operatória, na avaliação do resultado dos tratamentos pneumológicos e na prevenção e acompanhamento das doenças ocupacionais, incluindo os exames admissionais, periódicos e demissionais.

Execução do exame

  • O paciente deve ser posicionado sentado na cadeira, com a postura ereta, com as pernas descruzadas e com o pescoço levemente estendido. Essa posição facilita o fluxo de ar;
  • Utiliza-se grampo nasal para bloquear a passagem de ar pelas narinas;
  • A boca deve estar bem fechada, de maneira que não haja perda de ar durante o exame;
  • O paciente é orientado a não obstruir o bocal com a língua;
  • O teste começa com o paciente respirando normalmente, em volume de ar corrente, através do pneumotacógrafo. Após a terceira ou a quarta inspiração, deve soltar todo o ar dos pulmões. Quando completar a expiração, o ar deve ser inspirado de maneira rápida e profunda, ação seguida de um sopro (o mais forte e longo possível), até que se consiga o total esvaziamento dos pulmões. Para finalizar, o paciente inspira novamente;
  • O técnico fica atento às curvas apresentadas no gráfico, eliminando aquelas que apresentem problemas na execução, tais como esforço inicial inadequado e tempo expiratório curto.

A determinação das pressões respiratórias máximas é indicada para avaliação e acompanhamento da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e, principalmente, para doenças neuromusculares.

Através desse exame, é possível medir: pressão inspiratória máxima (PImax), pressão expiratória máxima (PEmax), P0,1 e P0,1max.

PImax e PEmax medem a força muscular, enquanto P0,1 e P0,1max correspondem à pressão pleural produzida pelos músculos inspiratórios, representando o drive respiratório.

Execução do exame

  • PImax – a respiração inicial é feita de forma normal, em volume de ar corrente. Os pulmões são plenamente esvaziados e, em seguida, é fechada uma válvula (shutter) que impede a passagem de ar. O paciente deve imprimir o máximo de força na inspiração (contra a válvula fechada) por 1 segundo. Essa manobra deve ser repetida pelo menos 3 vezes;
  • PEmax – o procedimento inicial é igual ao anterior. No entanto, a válvula (shutter) é fechada após inspiração máxima, cabendo ao paciente o máximo esforço expiratório contra a válvula fechada;
  • P0,1 – o paciente deve permanecer respirando de forma normal por alguns segundos. Neste exame não é necessária a colaboração do paciente. A válvula fecha aleatoriamente;
  • P0,1max – o paciente respira o mais rápido e profundamente que conseguir, por alguns segundos (ventilação voluntária máxima). O interruptor se mantém abrindo e fechando aleatoriamente por 100 milissegundos.

Utiliza-se a prova farmacodinâmica como complemento da espirometria e da curva fluxo/volume, com o objetivo de verificar se ocorre variação nos volumes e fluxos expiratórios após o uso do broncodilatador, comparativamente aos valores basais e de referência (previstos para idade, sexo, altura e peso do paciente).

Execução do exame

  • Após a realização da espirometria e da curva fluxo/volume basais, são aplicadas duas doses (jatos) de broncodilatador (salbutamol, fenoterol ou outro);
  • É solicitado ao paciente que esvazie seus pulmões normalmente (com o bocal posicionado)e, na sequência, aspire a medicação (lenta e profundamente), suspendendo a respiração (apneia) por até 10 segundos. Após esse tempo, o ar é expirado;
  • Em seguida, o paciente deve aguardar de 15 a 20 minutos (de acordo com a medicação utilizada) na sala de espera. Transcorrido esse tempo, o paciente é reencaminhado à sala de exames, para repetir a espirometria e a curva fluxo/volume, para que os resultados possam ser comparados entre si.

A prova ventilatória completa com broncodilatador acrescenta a capacidade vital lenta (CVL) e a ventilação voluntária máxima (VVM) aos chamados testes básicos (espirometria, curva fluxo/volume e prova após broncodilatador), agregando a avaliação da coordenação motora, da força muscular e, indiretamente, o aprisionamento de ar.

Procedimentos prévios

  • O paciente deve ser pesado e medido, independentemente de já ter realizado exames anteriores. Da mesma forma, as perguntas referentes ao uso de medicamentos, consumo de cigarros (tempo e quantidade) e sintomas apresentados devem ser refeitas;
  • O bocal é montado, na presença do paciente, por medidas de higiene;
  • O exame é explicado ao paciente, de modo a facilitar sua execução.

    Execução do exame

    O exame é realizado em etapas subsequentes:

  • CVL – procede-se da mesma maneira que na realização da espirometria e curva fluxo/volume (ver espirometria e curva fluxo/volume, em Exames), porém respirando de forma lenta e sem esforço;
  • VVM – o paciente respira o mais rápido e profundamente que puder, por 12 segundos;
  • Após o uso do broncodilatador e uma espera de 15 a 20 minutos, os testes são repetidos.

A resistência das vias aéreas é a força oposta ao fluxo de gás nas vias aéreas durante uma respiração normal. É um teste realizado em volume de ar corrente, isto é, com respiração normal, sem manobra de esforço.

Em nosso laboratório realizamos esse exame em pessoas a partir dos 6 anos de idade, através de duas técnicas diferentes: pletismográfica (considerada “padrão-ouro”) ou oscilometria de impulso (IOS).

A escolha do método pode ser decidida de acordo com as condições clínicas do paciente.

Indicações

  • Classificação adequada dos distúrbios ventilatórios;
  • Avaliação das doenças obstrutivas;
  • Obstrução de vias aéreas centrais;
  • Resposta ao broncodilatador;
  • Determinação da hiperresponsividade brônquica;
  • Acompanhamento do curso da doença;
  • Avaliação da resposta ao tratamento;
  • A IOS é especialmente indicada àqueles pacientes com dificuldade de colaboração (crianças, idosos e pacientes com algum grau de comprometimento neurológico) e quando há suspeita de obstrução alta das vias aéreas.

O teste da caminhada dos 6 minutos (TC6) mede a distância que o paciente consegue caminhar durante 6 minutos, sobre uma superfície lisa e sem inclinações.

O exame é realizado num corredor, colocando-se como referência 2 cones (um em cada extremidade do percurso), afastados entre si por uma distância de 30 metros.

O TC6 não fornece informações específicas sobre a função dos diferentes órgãos e sistemas, mas avalia as respostas globais e integradas de todos os sistemas do corpo envolvidos no exercício.

Para a realização do teste, o paciente é instruído a seguir sua rotina habitual de remédios e de alimentação (exceto em situações específicas determinadas por seu médico) e deve estar vestido com roupas confortáveis e sapatos adequados para caminhadas.

Caso seja necessário, o paciente pode fazer uso dos equipamentos de auxílio que utiliza habitualmente, tais como bengalas, muletas, andador ou até mesmo oxigênio suplementar.

Indicações

 

  • Medir a resposta às intervenções médicas em pacientes com doença pulmonar e/ou cardíaca (grau moderado ou grave);
  • Comparação entre pré e pós-tratamento;
  • Estudo funcional (DPOC, fibrose pulmonar, insuficiência cardíaca, hipertensão arterial pulmonar, doenças neuromusculares);
  • Preditor de morbidade e mortalidade.

O teste de broncoprovocação por metacolina é utilizado no diagnóstico e na quantificação da hiperreatividade (ou hiperresponsividade) brônquica, uma das condições clínicas presentes na asma brônquica.

Trata-se de um teste simples e seguro, que utiliza uma provocação inespecífica, através da nebulização de uma droga que pode induzir broncoespasmo controlado, rapidamente reversível por medicação, ou espontaneamente. Esse broncoespasmo, nem sempre percebido pelo paciente, é detectado e quantificado pelo equipamento.

Este exame é indicado para o diagnóstico da asma brônquica oculta, tosse persistente e dispneia sem origem definida. Também quando há história de “chiado” induzido por agentes ambientais e/ou ocupacionais.

A Metacolina é uma substância segura e de rápida eliminação pelo organismo.

Procedimentos prévios

 

  • Na marcação do exame, o paciente é questionado sobre todos os medicamentos que está utilizando (beta-bloqueadores, antialérgicos, broncodilatadores e hormônios – da tireoide e corticoides – entre outros);
  • O paciente é pesado e medido, independentemente de já ter realizado exames anteriores. Da mesma forma, as perguntas referentes ao uso de medicamentos, consumo de cigarros (tempo e quantidade) e sintomas apresentados devem ser refeitas;
  • O bocal é montado na presença do paciente, por motivo de higiene;
  • O exame é explicado ao paciente, de forma a facilitar sua execução.

    Execução do exame

  • São realizados espirometria e curva fluxo/volume basais;
  • Na sequência, o paciente recebe doses crescentes de metacolina, através de nebulizações que contam com um dosímetro computadorizado (sistema APS – Jaeger);
  • Ao fim de cada dose de metacolina administrada, aguarda-se 2 minutos. Transcorrido esse intervalo, é realizada outra manobra expiratória forçada, para verificar o efeito da medicação;
  • O teste é interrompido ao atingir-se a dose máxima do protocolo ou quando ocorre queda de 20% ou mais do VEF1, comparativamente ao exame basal;
  • O passo seguinte é a administração de broncodilatador (contraprova), visando comprovar-se o retorno às condições basais.

A determinação completa dos volumes pulmonares absolutos (incluindo a capacidade pulmonar total e o volume residual) é uma etapa complementar à espirometria. A medida desses volumes oferece informações essenciais para a caracterização dos distúrbios presentes nos processos ventilatórios.

Para a definição diagnóstica de processos restritivos, é imprescindível a determinação dos volumes pulmonares.

O exame pode ser realizado por técnica pletismográfica (considerada “padrão-ouro”) ou pela técnica da diluição do hélio (respirações múltiplas – multi-breath ou respiração única – single breath).

Indicações

 

  • Detecção e quantificação de processos restritivos;
  • Diferenciação e quantificação de processos mistos (obstrutivos e restritivos);
  • Detecção e quantificação de hiperinsuflação pulmonar;
  • Detecção e quantificação de aprisionamento de ar;
  • Avaliação de incapacidade laboral/invalidez;
  • Pré-operatório de cirurgia de ressecção pulmonar;
  • Dúvidas sobre a presença de resposta ao broncodilatador e em testes de broncoprovocação.

    Execução do exame

  • Pletismografia
    Esse exame é realizado dentro de uma cabine transparente fechada. Sua execução mede, além dos volumes pulmonares, a resistência das vias aéreas. O exame é cuidadosamente explicado ao paciente, de forma a facilitar sua execução. A cabine é fechada durante uma parte do teste, por cerca de 5 minutos.
  • Diluição do hélio
    Das técnicas de diluição do hélio, a mais simples e difundida é a técnica da respiração única (single breath). Sua limitação na determinação dos volumes pulmonares reside nos resultados falsamente reduzidos quando o paciente apresenta doença obstrutiva (asma, DPOC). A técnica de respirações múltiplas (multi-breath), por permitir o equilíbrio dos gases alveolares, permite obter resultados mais precisos. Sua limitação reside no longo tempo de execução.